Falar de governança sempre traz uma mistura de sensações e reações. Para mim, é um tema prazeroso e, sem dúvida, necessário e importante. Mas ainda é visto por muitos como algo “fluffy” ou simplesmente ignorado por conveniência.
A verdade é simples: a maioria dos problemas dentro das empresas nasce de modelos de governança que falham.
Um exemplo prático de governança falha
Um exemplo que estudei a partir de conteúdos e discussões do MIT: a transição de CEOs. Esse é um momento clássico de alto risco, e está se tornando ainda mais crítico. Mesmo assim, o planejamento sucessório para esse papel fundamental muitas vezes não recebe a atenção que os conselhos sabem que deveria receber.
Transições de CEO representam uma oportunidade única de renovação estratégica e geração de valor. Mas isso nem sempre acontece. Por quê? Falta de governança.
Por que o planejamento sucessório falha — e outras decisões também
Em uma pesquisa com conselheiros feita pelo MIT, dois motivos apareceram de forma recorrente: complacência e preocupação em manter um bom relacionamento com o CEO.
Complacência e manutenção de relações. Isso ajuda a entender boa parte dos problemas. No fundo, estamos falando de temas como: poder, ego, liderança tóxica, medo de impacto na carreira, submissão, falta de coragem, falta de atitude. Estamos falando, em última instância, de liderança fraca.
Um ponto direto da prática
Faço diagnósticos de negócio com frequência. E, em muitos casos, o problema começa aqui: governança falha. Processos de negócio mal definidos, falta de clareza, procedimentos confusos — tudo isso vem depois. Bem depois.
Aliás, se a sua matriz RACI tem mais de 10 linhas… provavelmente já perdeu o propósito.