Conselho Consultivo
No topo, falta com quem discutir.
Participação como conselheiro em empresas de médio porte que querem qualidade de decisão sem montar a estrutura de uma grande consultoria.
O problema
Quem dirige a empresa decide sozinho com mais frequência do que admite.
O time reporta, não contesta. O contador cuida do que já aconteceu. A consultoria entrega um relatório e vai embora. O sócio, quando existe, está dentro do mesmo problema e enxerga do mesmo ângulo.
No fim, as decisões que mais pesam — entrar num mercado, trocar um executivo, aceitar o investidor, segurar a expansão — são tomadas sem ninguém que possa discordar com conhecimento de causa.
Concordância não é alinhamento. É ausência de contraditório.
Escopo
O que um conselho consultivo faz — e o que não faz.
O que faz
- Cria ritmo: uma pauta, uma data e decisões registradas com responsável e prazo
- Cobra na reunião seguinte o que ficou combinado na anterior
- Traz repertório externo sobre problemas que a empresa vive pela primeira vez
- Prepara a empresa para crescer, profissionalizar ou trocar o comando
O que não faz
- Não substitui a gestão nem assume execução
- Não tem poder deliberativo: diferente do conselho de administração, a recomendação não obriga
- Não é projeto de seis meses com equipe júnior e apresentação final
Porte
“Minha empresa não tem tamanho para ter um conselho.”
Conselho não é estrutura, é disciplina de decisão. Uma empresa de médio porte não precisa de seis conselheiros, comitês e regimento: precisa de um interlocutor sênior, uma pauta preparada e a disciplina de voltar ao que foi decidido.
A estrutura formal vem depois, se e quando fizer sentido.
Na prática, a atuação é voltada a empresas com faturamento entre R$ 20 e R$ 300 milhões — porte em que a decisão já é complexa e a estrutura de governança ainda não existe.
Formatos
Três formas de atuação.
Conselheiro individual
Reuniões mensais com o CEO e a liderança, com pauta preparada antes e decisões registradas depois. É o formato mais comum em empresa de médio porte.
Assento em conselho existente
Participação como conselheiro independente, trazendo visão externa a um fórum que já funciona e tende a concordar consigo mesmo.
Montagem do conselho
Definição de composição, agenda, ritual de reunião e indicadores de acompanhamento — até o fórum andar sozinho.
Rotina
Previsível, para caber na agenda de quem dirige.
- Reunião mensal, com pauta enviada antes
- Ata curta: o que foi decidido, quem faz, até quando
- Acesso entre as reuniões para decisões que não podem esperar
- Revisão do que foi combinado abrindo o encontro seguinte
O valor não está na reunião. Está no que acontece entre uma e outra porque alguém vai perguntar.

Quem conduz
Conduzido pessoalmente por Ronei Silva.
Executivo com mais de quatro décadas em posições de liderança, incluindo atuação como CIO de grandes organizações e Regional Vice President do Gartner.
A experiência de quem esteve dos dois lados da mesa: dentro da operação, respondendo por resultado, e assessorando a alta gestão de grandes empresas em decisões de tecnologia, estratégia e transformação.
Atuou como conselheiro em duas fintechs até o primeiro semestre deste ano.
- 40+ anos de experiência executiva
- Ex-CIO
- Ex-Regional VP Gartner
Atuação individual, direta com o CEO. Sem equipe júnior.
Próximo passo
Decisão melhor, não mais um relatório.
Um conselho consultivo não resolve a empresa. Resolve a solidão de quem decide.
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